domingo, 31 de agosto de 2014




Sabe aquele momento em que você percebe que mesmo quando tudo está desmoronando na sua cabeça e parece que todas as forças do universo estão conspirando contra você, você simplesmente não se importa mais?

 Sabe aquela sensação de que tem um dementador sugando sua força vital, seus olhos perdendo o brilho, mas você segue em frente. Como se tivessem colocado uma vizeira em você e o único lugar que consegue olhar é para frente. Ultimamente tenho me sentido desse jeito.

 Todos o dias eu acordo e faço exatamente as mesmas coisas, sem nem mesmo questionar. Lavar o rosto. Maquiagem. Café. Escovar os dentes. Escola. E o que tem de mais nisso? Nada.

Minha vida se resume a rotina. Uma rotina que não tive muita oportunidade para opinar. Quando percebi ela já estava lá. Na espreita, apenas aguardando o momento certo para dar o bote.

 Eu vivo num looping eterno. Explodir e Implodir. Evoluir e Regredir. Cada dia parece o replay de um filme com momentos extremamente entediantes. Momentos exitantes. Momentos em que a única solução e chorar.

 É um nó na gargante que nunca some, parece criança quando quer dormir, enche o saco. Uma paranoia que me agarra com força e coloca vultos no canto dos meus olhos. O romance que nunca veio, e se veio deixei passar.

 E essa angustia? Ninguém merece ficar sofrendo por algo que ainda nem aconteceu! E o pior, a probabilidade de acontecer é quase nula!

 Só eu que estou achando a disposição desse texto esquisita? Já tentei mudar, mas não deu certo... Vai assim mesmo, não to com paciência para as minhas próprias melancolias hoje.



quinta-feira, 28 de agosto de 2014



                              Sabe, nossas opiniões divergem muito e todos os dias.
                                 Eu respeito as suas... Você respeita as minhas?







quinta-feira, 21 de agosto de 2014




Muitas vezes já me chamaram de calada, reservada, algumas vezes até de fria. Todos esses adjetivos atribuídos sem que eu entendesse o por que.

  Sempre achei que eu era sociável, saia regularmente com meus amigos, nunca me senti solitária ou qualquer coisa do gênero. Até que um dia, enquanto conversava com uma amiga, sobre um assusto que não me recordo, comecei a me sentir extremamente cansada, quase uma fadiga. Aquela sensação me causou certo estranhamento, mas simplesmente ignorei, achando que era cansaço de fim de semana.

 Alguns dias se passaram sem que aquela sensação retornasse, até que em um sábado a noite meus amigos me chamaram para sair, nada de mais, só iramos a uma pizzaria. Uma coisa que achei que fosse preguiça tomou conta de mim, e menti dizendo que meus pais não tinham deixado, por isso não poderia ir.

  A partir daquele dia comecei a perceber que a sensação voltava cada vez mais e com mais intensidade. Me permitia imaginar um lugar vazio, aonde o silencio era dominante, e a solidão me cercava como um abraço carinhoso.

  Com o tempo fui percebendo o quanto minha vida dependia da dos outros, e essa foi a maior descoberta que fiz até hoje. Finalmente tinha aberto os olhos para realmente ver o que é a dependência de viver cercado de pessoas. Essa dependência te deixa como um viciado em narcóticos, sua vida gira em torno desse vicio até que você se afoga nele e sente que não tem mais saída.

  Até que você se livra desse vicio e tudo muda. No instante em que aprendi a aproveitar a solidadão minha vida se tornou mais tranquila, quase pacifica. O silencio se tornou um dos meu melhores amigos, me dando toda a liberdade do mundo para dizer o que bem entendesse sem o medo de ser julgada ou taxada.

  Essa solidão que muitos acreditam ser algo ruim, destinada aos fracassados, é a única forma de alguém realmente se libertar de todas as amarras desse sufocante fardo que é suportar todas essas pessoas gritando, berrando até que suas vozes sumam, sem perceberem que é exatamente esse desespero pela constante agitação que as torna solitárias.

  Muitos me perguntam se alguma vez já me senti solitária, respondo que nunca. Elas ficam surpresas e indagam, como é possível? Digo que nunca estou sozinha, sempre tenho minha companhia, a única pessoa que nunca vai me deixar na mão.

 Muitas pessoas temem ficarem sozinhas, pois tem medo delas mesmas, medo do que fizeram ou do que vão fazer. Esqueceram de dialogar com elas mesmos e agora sofrem as consequências de uma vida cercada de falsas alegrias.

  Sempre digo que a melhor forma de se aproveitar uma companhia é ficando sozinho.



sábado, 16 de agosto de 2014



Boring voice
Lullabys
Future goes
Cold inside
All the things I don`t know
I have learned a week before

All I don`t know

Numbers were written on doors
Song is loud
I don`t want
Bittersweet are the words
Lying on a filthy floor

All I don`t know

Tradução:


Voz entediante

Canções de ninar
Futuro vai
Frio por dentro
Todas as coisas que não sei
Eu aprendi uma semana atrás

Tudo que não sei

Números foram escritos em portas
Música alta
Eu não quero
Agridoce são as palavras
Deitando em um chão imundo

Tudo que não sei



domingo, 10 de agosto de 2014

Pai



Todas as discussões, desentendimentos, e todas a vezes que batemos de frente, não se comparam com as vezes que me apoiou, mesmo quando nem eu acreditava em mim mesma.
Mil palavras não iriam descrever tudo que sinto por você, nem mesmo uma biblioteca inteira ou milhões de músicas.
Te amo.



sexta-feira, 8 de agosto de 2014




Por duas semanas eu não dormi.
 As olheiras estavam cada vez mais evidentes e nem mesmo o café e a ritalina adiantavam mais. Eu estava me tornando um zumbi. E cumpria um ritual rigoroso todas as noites. Lavar o rosto, escovar os dentes, prender o cabelo, deitar na cama, fechar os olhos. 
 Até certo momento minha mente apenas vagueava pelos corredores do meu cérebro, dando aquela sensação gostosa de adormecer, quando seus olhos pesam e seus sentidos vão desaparecendo aos poucos, até que seu pulso está tão fraco que você se deixa levar por esse desmaio demorado.
 Por horas andava pelos corredores escuros do meu subconsciente, aproveitando a calmaria e serenidade que o silencio absoluto traz, e o único som que se escuta é seu sangue correndo em suas veias. Mas essa tranquilidade era temporária. Antes que pudesse perceber estava sendo capturada pelas mãos de um sonho. 
 Fui jogada dentro dele como um um saco de lixo. Sem qualquer tipo de cerimonia, apenas jogada. 
 O chão era de paralelepípedos e uma densa fumaça negra me cercava por todos os lados, impedindo que enxergasse um único feixe de luz. 
 Eu me levantava, completamente desnorteada, com o desespero e a agonia se espalhando por todo o corpo. Eu dava voltas, e voltas, e voltas e mais voltas tentando encontrar uma saída daquele caos, mas parecia que quanto mais você tentasse sair, mais você se perdia. 
 Uma sirene começava a soar. A forma como seu som penetrava nos meus ouvidos lembrava a de um grito pedindo socorro e logo em seguida um tiroteio se materializava a minha volta. O terror que me tomava nesse momento é indescritível - como se sentisse as mãos da morte me abraçando - pronta para me levar. 
 Tudo era tão real.
 Até que um choque se espalhava por todo o meu corpo e eu acordava. Sempre era madrugada quando isso acontecia. Quatro horas da manhã para ser mais exata. 
 E isso aconteceu todos os dias dessas duas semanas. Sono, pesadelo, acordar. 
 A cada dia eu me perguntava o por que disso. Sera que estou me lembrando de uma vida passada? Seria essa minha vida apenas um sonho e esses pesadelos que ando tendo sou eu tentado acordar? Ou estou apenas ficando meio louca pela falta de sono. 
 Tudo parece tão surreal quando não se dorme. Cada movimento dura uma eternidade e cada palavra se torna em um discurso. 
 Mas finalmente estou conseguindo dormir de novo. Minhas olheiras estão se recolhendo aos poucos. Minhas energias se recarregando. 
 Vai tudo bem, tirando o fato de que algumas vezes ainda sinto a caricias que aqueles mão macabras faziam, apenas esperando o momento certo de retornar.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014



Sessenta minutos não são nada
Uma hora é muito tempo

Vinte e quatro horas são infinitas
Um dia nem é tanto tempo

Uma noite eu durmo demais
Na outra durmo de menos

Amanhã quando acordar
Não quero perder o meu tempo




sábado, 2 de agosto de 2014




Today I took the same way,
I saw the same things I saw the other day.
The same sidewalks I`ve stepped on a million times before.
And the same voices were flying on the air.
I heard the birds singing the same songs they always sing.
The sweat dripping on my forehead.
On my back.
Someone stoped me to talk.
He used the same words like before.
I blinked really fast.
Trying to stay awake, popping my back.
He said what he said before.
He did something different once more.
I took my way back.
Focusing on the otheer things.
The cars were silent as I crossed the street.

Tradução:

Hoje tomei o mesmo caminho.
Eu vi as mesmas coisas que vi no outro dia.
As mesmas calçadas aonde pisei um milhão de vezes.
E as mesmas vozes estavam voando no ar.
Eu ouvi os pássaros cantando a mesma música que sempre cantam.
O suor escorrendo na minha testa.
Nas minhas costas.
Alguém me parou para conversar.
Ele usou as mesmas palavras de antes.
Eu pisquei muito rápido.
Tentando ficar acordada, estalando minhas costas.
Ele falou o que falou antes.
Ele fez algo diferente mais uma vez.
Eu tomei meu caminho de volta.
Me focando nas outras coisas.
Os carros estavam silenciosos enquanto atravessava a rua.